quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

“Não fazer nada também é fazer alguma coisa...”

Sempre fui do género paixão-assolapada-quanto-mais-do-caixão-à-cova-melhor! Menos do que isto estava fora de questão! E quanto maior o desafio, quanto mais caso perdido, tanto melhor!...
Depois cansei-me... Cansei-me de ver o meu coração atirado violentamente contra a parede vezes sem conta... Cansei-me de me ver reunir os estilhaços espalhados pelo chão... E simplesmente baixei os braços. “Não fazer nada também é fazer alguma coisa!...”
Depois tu aparecêste, como quem não quer a coisa. E eu percebi que de outra forma também podia ser bom! E dei por mim a sorrir ao pensar em ti... E a esperar calmamente quando não respondias às minhas mensagens. Sem stress, sem sentir o coração cair ao chão, sem ficar à beira de um ataque de nervos... Porque sabia que irias sempre dizer alguma coisa mais tarde, que se não respondias havia um motivo.
Sinto que és diferente... Dás-me paz, confiança... E fazes-me acreditar que é possível construir algo de novo, algo bom! Sem esquemas, sem jogadas manhosas, sem diz-que-disse... Há uma certa pureza que me cativa e conforta. Os pequenos gestos assumem a dimensão de grandes passos, as palavras medidas têm um peso descomunal. Déste-me a mão no Sábado e foi como se o mundo tivesse parado para nos ver! Parece que tenho 15 anos outra vez e é tudo novo. E é bom, é tão bom!... E quanto mais te conheço mais me apetece estar contigo e apaixonar-me como se fosse a primeira vez!...

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